quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mais um longa metragem argentino.


Parecia um filme argentino com uma trilha sonora do caralho. Eram episódios que começaram a ser escrito alguns anos atrás. Foram encontros e desencontros. Foram doses e mais doses. Foi eu aqui e você lá. Foi sempre assim, talvez sempre será.
Nosso amor se perdeu, se é que um dia se encontrou.
Se perdeu até entrar em extinção.
Me lembro como se fosse agora a sensação de ouvir o eu te amo.
No chão na porta de um bar, tarde da noite, esperando o ônibus passar. 
Não tinha certeza se era você ou a vodika a falar.
Mais saiu.
Seguido de um beijo.
Seguido de um medo.
Dai começou a trama.
O drama.
Nada mudou e tudo ficou diferente.
Minha acomodação me fez refém.
E tudo que eu queria era justificar esse desdém.
Era te falar que você  não me via mas estava ali.
Tornou algo secreto. Um vicio sigiloso. Com dia e hora marcado.
Tornou-se encontros escondidos, verdades ditas em meio as bebidas.
Tornou o que estamos vivendo hoje.
Tornou-se nada. 

Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor.".

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

To pensando.


To pensando em tantas coisas.
To pensando em continuar a escrever.
To pensando em refazer horários.
To pensando em parar de beber.
To pensando em comprar um gato.
To pensando em fazer mais por mm.

To pensando.

To pensando.

To pensando em nuvens.

Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor.".

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Me disseram.



Me disseram que sou obsessiva.
(clinicamente falando)
Quem sou eu para descordar.

Me disseram que sou perturbada.
(psicologicamente falando)
Quem sou eu pra discordar.
 
Me disseram que sou bonita
(amigavelmente falando)
Quem sou eu pra discordar.

Me disseram que estou feliz.
(Eu mesmo falando)

Quem disse que eu dou ouvido para mim?

Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor.".

Hoje.



Hoje eu me lembrei de coisas que já não lembrava mais.
Talvez eu acordei, e consiga ver ser quem eu sempre fui sem a interferência de ninguém ao meu redor. Eu comecei a ler um livro que já li umas 3 vezes, mas não sei porque acho que dessa vez é a vez certa, afinal eu já tenho 19 anos.
Tó ouvindo músicas que a anos não ouvia, fiz coisas minhas que a tempos não fazia. 
Quer saber? Eu to feliz, e isso há tempos não acontecia.



Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Reinicio .


Não planejei dizer aquilo, não planejei decidir nada.
Quando vi já tinha dito, já tinha decidido.
Talvez você tenha razão ( eu sempre acho que você tem razão de tudo) e eu esteja procurando alguma desculpa nas coisas(em alguém). Mas apesar das evidencias eu queria dizer que ao menos você não me suporte mais, eu continuarei a te procurar e querer saber das coisas. Um dia talvez você entende o quanto a sua distração me doí, o seu gelo me mata,  o quanto o seu silencio me rasga. 
Amanhã é um novo dia, não quero lembrar de nada de hoje. Vamos começar de novo, começar no inicio. Quando alguém diferente desse de hoje me olhos nos olhos e disse: 
- Você só precisa de alguém. E ele tinha toda a razão.


Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Escolhas.


Uma escolha errada.
Eu escolhi ELE.
ELE escolheu eles.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Terceiros.



A gente é tão bom juntos.
Só a gente.
Não coloque terceiros no meio.

Não estrague...



Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Perdi.



De tudo que tenho mais saudades daquele tempo bom, é do fato de escrever . 
Escrever me fazia tão bem, era o momento de me encontrar, de me expressar, de sentir. 
Se me fazia tão bem, me perguntou por que deixei partir?
Essa é uma boa pergunta, de mim para mim. 
Esse é meu maior defeito, abrir mão, deixar pra lá, ignorar, deixar de acreditar.
Sempre faço isso. E em relação a tudo.
Mas hoje quero recuperar.
Posso perder dinheiro, cigarros, amores mas não quero parar de escrever.

Não posso parar de sentir. 

Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor.".

Reorganizando.


Complicado administrar os acontecimentos. Mas não é uma situação natural para saber como agir.
Lógico que to adorando, mas eu pareço tão robótica.
Eu não quero pedir ajudar.
Afinal tem coisas que preciso aprender por mim mesmo.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Reflexões


Eu sempre penso em mudar.
Eu nunca mudei.
Agora eu já sei.
Eu não vou dizer mais que quero mudar.
Eu nunca vou conseguir e não é por falta de tentar.
É que simplesmente esse sou eu, e qualquer esforço em não me ser 
seria por si só uma traição.
Autoria: Simone Cajá
"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A noite.



O tempo vai passando e aos poucos eu vou me transformando, naquilo que eu sabia que iria me transformar.  Eu só não sabia quando aconteceria e o que eu sentiria com isso tudo.

Eu acho que é hora de trocar os velhos discos, as velhas camisetas, as velhas frases feitas, de maneirar nas cervejas solitárias antes da meia noite, dos cigarros frios escondidos no banheiro.  Hora de se recompor, por que assim não dá. Estou a uma passo de um surto psicótico.  De pular do prédio. De acabar com a sorte. 

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Refazendo os planos.


Não eu não quero entender, foi tudo tão rápido, que eu não sei exatamente o que aconteceu. Era a música do momento hoje o disco não quer mais tocar. Eram vários sms na sexta para me alegrar. Isso acabou. Mas tudo também mudou. Os programas não são mais os mesmos, os amigos também não, até a família mudou. Não que eu não gosto do novo. E só que, está tão diferente, e fica difícil de acostumar.
Mas prometi não reclamar, vou mudar os planos, refazer os enganos evitando outros

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor.".

Talvez.


Talvez certas mudanças sejam necessárias.
Talvez seja positivo.
Talvez eu precise.
Talvez eu goste.
Talvez...

Eu disse talvez

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Me.



E você sabia que não seria fácil fazer tantas coisas assim. Que não seria justo. Mas você foi lá e fez. E agora olhando para trás vejo quantas coisas boas consegui.  Me orgulho de mim. 

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Telefonema.



Telefonemas podem mudar certas coisas.
Uma palavra também.
Atitudes mudam rotinas.

E pessoas o futuro.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Passado.



O passado pareci nunca passar, ele está aqui: remoendo, atrapalhando... E eu não quero mais. Não quero mais meu coração disparando ao te ver. Eu sei que não te amo mais, então porque diabos não consigo te esquecer

 Eu sempre disse que eu ia decidir quando parar, então para mim: CHEGA.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Hum, legal.



Se tinha uma coisa que gostávamos de fazer quando chegávamos do trabalho era ficar sentados na sala falando. Falando sobre o dia, sobre a noite, sobre ontem e sobre hoje. Ele no mesmo lugar de sempre deitado no sofá de barriga para cima com as mãos do celular preso em um mundo de luz, cores, tecnologias e falsos amores. Eu no lugar de sempre no chão com a bunda no gelado com o cinzeiro do lado.  Ao fundo o som instrumental de um filme que tínhamos visto e que não saia da minha cabeça. Tudo era como era sempre eu falava e falava e falava muito e tudo que tinha era um: - “hum, legal”  Fica impressionada como era essa a única reação que tinha depois de vários assuntos contatos, podia ter contado que tinha ganhado na loteria, podia ter contato que tinha sido atropelada, acho que podia contar até que tinha morrido que a resposta seria: -“hum, legal.”.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

Nadar.



O que leva uma pessoa a nadar
Pode ser de dia ou a noite. 
No frio ou no calor. 
Pular naquela água mansa.
O vai e vem das ondas.
O frio do vento fora da água quente.
A solidão imersa no meio do movimento das correntes.
Você não precisa falar.
Não precisa provar.
Não precisa sentir.
Não precisa amar.
Só precisa nadar.
Nadar.
De um lado para o outro.
Sem ter lugar para chegar.
Sem ter metas para cumprir.
Sem ter ninguém há te esperar.
Sem ter ninguém para decepcionar.
Hun, pensando bem acho que não é uma má idéia.
Essa tal de natação. 
Esse momento de liberdade, sem amarras no coração.

Pensando bem, acho que vou começar a me libertar, quero dizer. NADAR. 

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dia 12 de junho .


Mais uma vez o dia o dia não foi como planejado. Mais uma vez deixei tudo que tinha pra fazer para trás. È incrível a capacidade que tenho de esquecer. (Isso não deve ser normal). Cheguei como de costume, tirando o capacete da moto e colocando ao murinho da varanda. Sapatos jogados no canto. Era o ultimo dia de trabalho, o primeiro de um mês longo de férias. (Como eu queria essas férias).
Além de tudo era um dia especial, dia 12 de junho. Nem precisa dizer mais nada. Como uma típica apaixonada já havia premeditado tudo para essa noite. E estava na hora de colocar em prática.  Entrei como de costume ao banho, não tem nada melhor que depois de um dia longo de serviço chegar, tirar a roupa e entrar debaixo daquela agua quente. Sempre que tomo banho lembro-me de uma frase de Rubens Alves, sobre os pequenos momentos de felicidades, de fato, um banho quente depois de um dia de merda, é muita felicidade. Sai do banho, e como de costume coloquei minhas roupas preferidas para cozinhar. Calcinha e sutiã preto, nada me deixavam mais a vontade em casa do que andar de lingerie.
Acendi um cigarro, enquanto a arruma as coisas no lugar. Coloquei um som ao fundo e fui cozinhar. O prato da noite macarrão ao molho branco e para ficar melhor, vinho suave para relaxar. 

Mesa posta, pratos vermelhos sobre a mesa, uma garrafa de vinho pela metade, um cinzeiro vazio a enfeitar, uma luz que queimava lentamente a iluminar, talheres sobre postos sem ninguém ainda chegar.

A comida estava pronta sob a mesa, quentinha, dava até para ver a fumacinha. A garrafa de vinho vazia pela metade, o cinzeiro transbordava mais que cigarros, transbordavam saudades. Estava tudo pronto, só falta ele chegar.


Ele. 

Ele era a inspiração de tudo, a vontade de fazer acontecer.

A comida estava fria sob a mesa, o creme duro grudado no macarrão seco, à garrafa de vinho ao lado de outras no chão. O cinzeiro eu prefiro nem comentar. 

Não me lembro de mais nada.
Não lembro de ver ele.
Não lembro dele

Ele.

Autoria: Simone Cajá

"Pode copiar, mas dê créditos por favor."